O aprendizado é a chave para se preparar para as disrupções do mercado. Mas só ter conhecimento não é suficiente: é preciso conseguir transformá-lo em resultados, gerar valor para o cliente. Nesse quesito, as startups brasileiras saem na frente das pequenas empresas, como aponta a pesquisa “Como as startups e pequenas empresas estão transformando conhecimento em resultado?”, da Fundação Dom Cabral (FDC), divulgada com exclusividade pela The Shift.
“Ninguém sabe como vai ser o futuro, mas é preciso estar preparado e isso é feito com conhecimento. O sucesso depende muito da maneira como se empreende, mas a pesquisa deixa claro que o aprendizado tem uma influência muito grande na inovação, o que impacta a sobrevivência das organizações”, explica o professor e pesquisador da FDC Paulo Renato de Sousa, que realizou a pesquisa.
De acordo com a pesquisa, as atividades de inovação avançam em 60% das startups, enquanto 51% das empresas de pequeno porte ouvidas declararam ter interrompido essas ações. O incentivo à inovação também diverge entre as companhias: dentre as pequenas empresas, 60% dos respondentes declararam que a demanda pela inovação advém de estímulos externos. Já 87% das startups alegam que ambos os estímulos, externos e internos, pesam no processo.
O estudo usa uma escala que vai de 1 a 10, na qual o primeiro número é um menor nível de concordância e o último um maior nível de concordância. As startups têm uma capacidade de aquisição de conhecimento maior e também lideram em outros parâmetros:
Investimento em pesquisa e desenvolvimento: startups (8) e pequenas empresas (3.46)
O conhecimento dos funcionários é levado em conta no processo de tomada de decisão: startups (7.06) e pequenas empresas (4.71)
Adoção de políticas que facilitam a transferência de conhecimento entre as diversas áreas e setores: startups (6.39) e pequenas empresas (4.14)
Os funcionários possuem liberdade para expressar dúvidas, críticas e sugestões: startups (8.06) e pequenas empresas (5.02)
O segredo para o sucesso, diz o pesquisador, é ter certa flexibilidade na gestão, trazendo diversidade, novas opiniões e aprendendo com os erros. Para isso, investir em tecnologia e incentivar os funcionários a trocar informações é primordial. É preciso ter ainda mindset para criar soluções, ao invés de focar em um produto ou serviço.
O risco é outro ponto que pesa na geração de resultados e arriscar é inerte às startups, como aponta a pesquisa. Para Sousa, as pequenas empresas tendem a desistir ao cometer erros e até interromper o processo de inovação ao perceber que o problema é muito grande.
Fonte: The Shift.

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