Nasce um novo unicórnio por dia hoje na Economia Global. Trata-se de uma manada historicamente sem precedentes e que invade os mais variados âmbitos dos negócios, em diversificados setores econômicos e empresariais.

Em agosto de 2021, havia mais de 800 unicórnios em todo o mundo. Os ex-unicórnios populares incluem AirbnbFacebook e Google. Mas novas espécies aparecem por toda parte, Brasil incluso, onde nasceram cerca de 10 até agora só em 2021 e as estimativas apontam que possam vir a ser 30, até o final do ano.

Vamos precisar ampliar os estábulos por toda parte, internacionalmente.

Somente em 2021, 203 novas empresas alcançaram o status de unicórnio, juntando-se a um rebanho de mais de 700 outros previamente existentes. Segundo dados do CrunchBase, em pouco mais de cinco meses deste ano, já são 69% a mais de novos unicórnios do que em todo o ano de 2020. Há 31% mais startups avaliadas em US$ 1B + em 2021 do que havia entre 2007 e 2017.

O termo Unicórnio foi criado, você já deve ter lido a respeito, pela capitalista de risco Aileen Lee, fundadora da Cowboy Ventures. Ela escolheu esse animal mitológico porque é raro e meio mágico. Mas pelos indicadores atuais, talvez hoje eles não sejam mais tão raros assim, com vários galopando pelas ruas em todas as cidades do mundo.

Os grandes destaques da manada, como não poderia deixar de ser, são os da espécie soft equun, ou seja, unicórnios de softwares. E os do tipo fin equun, as fintechs. Essas duas categorias representam 30% de todos os unicórnios, sendo 15% cada.

De acordo com dados compilados pela CB Insights, as startups de tecnologia têm um valor coletivo de mais de U$ 2T e arrecadaram um total combinado de U$ 426B em bolsa. Alguns destaques nesse equestre ambiente bilionário fica por conta de empresas como ByteDance, avaliada em US $ 140 bilhões, após um investimento da Tiger Global Management em março de 2020.

A multinacional chinesa é desenvolvedora de plataformas de conteúdo como TikTok e Toutiao. Seguem: a plataforma de processamento de pagamentos Stripe (avaliada em US $ 95 bilhões), a empresa aeroespacial SpaceX (US $ 74 bilhões), os serviços de transporte baseados em aplicativos Didi Chuxing (US $ 62 bilhões) e a plataforma de entrega de mantimentos online Instacart (US $ 39 bilhões).

O destaque brasileiro nesse derby fica por conta do Nubank, em 10o. colocado na corrida.

A terceira maior categoria é o comércio eletrônico e DTC (direto ao consumidor), com 12%, liderada pela plataforma de fast fashion baseada na China SHEIN (avaliada em US $ 15 bilhões em agosto de 2020). Na quarta posição e crescendo em alta velocidade, 8% das empresas com avaliações de bilhões de dólares estão no setor de inteligência artificial. 

Metade de todos os unicórnios são empresas norte-americanas, a China em segundo lugar, com 23% das empresas deste prestigiado haras. 

Nada disso é por acaso e nenhum desses Unicórnios é fruto de geração espontânea. São todos resultado de uma evolução estrutural do capitalismo global, que chamamos antes de globalização, mas sem perceber que globalização era o efeito, e não a causa.

As economias das nações tornaram-se cada vez mais globais porque vivemos cada vez mais em rede. Esse fator acelera e potencializa o nascimento dos unicórnios, porque estamos diante, pela primeira vez na História, de uma macroeconomia internacional digital driven. É esse fator que acelera o nascimento dos unicórnios.

Aqui na Pipeline Capital chamamos esse fenômeno de Capital Tech. Ou seja, o capital, a força motriz das economias de mercado, incluindo aí a da China, que hoje participa desse mesmo torneio hípico, passou a ser dirigido (driven) pela tecnologia digital. O capital hoje é tech e a exponencialidade da tecnologia digital é que insemina essas novas espécies de unicórnios.

Não haverá cabresto para segurar a velocidade dessas feras místicas e mágicas da economia global. Até porque, unicórnios voam.

Fonte: Exame

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