Para Bené Brown, a criatividade só acontece quando os líderes assumem a possibilidade de estarem errados

Abraçar a vulnerabilidade é uma das decisões mais corajosas e transformadoras que um líder pode tomar, segundo Bené Brown, professora da Universidade de Houston. Autora de “Dare to Lead” e, “Rising Strong”, ela defende que sem vulnerabilidade não existe criatividade e inovação.

Embora o conceito da liderança vulnerável ou liderança humanizada já esteja valendo há pelo menos uma década, na prática ainda ouvimos falar de muitos líderes que estão bem longe de exercitar e desenvolver essa postura. Para Ana Carolina Souza, doutora em Fisiologia e fundadora da Nêmesis Neurociência Organizacional, isso acontece porque existe uma imagem que ainda prevalece em muitas organizações de que ser líder é ser “forte”, “decisivo”, “ter todas as respostas”.

“A primeira coisa que temos de ter em mente é que isso significa uma mudança de referência do que é a liderança na nossa cultura. E por que isso é importante? Porque o que se enxerga como a atitude de um líder tem que mudar e a forma de liderar também. O que ainda se vê é aquele líder que tem muito medo do julgamento da sua equipe, dos pares e dos superiores. E que se questiona: como eu posso ser líder se não tenho todas as respostas?”, explica Ana Carolina.

A mudança de mindset e de atitude que decorre dela tem tudo a ver com a associação que se faz entre vulnerabilidade e “fraqueza”. No dicionário Michaelis, vulnerabilidade aparece como “suscetibilidade de ser ferido ou atingido por uma doença; fragilidade” e ainda “característica de algo que é sujeito a críticas por apresentar falhas ou incoerências; fragilidade”. Assim fica difícil.

“A vulnerabilidade vem do real interesse em entender as dores do outro e se colocar em seu lugar, fazendo o exercício se aproximação e de desconstrução do personagem gestor ou gestora inabalável. Nem sempre temos os mesmos problemas ou as mesmas aflições que o outro, mas certamente cada um de nós tem suas preocupações e situações que nos deixam mais vulnerável”, diz Caroline Cadorin, Diretora da Talenses. Para ela, falar sobre preocupações e situações de vulnerabilidade sem ter medo de parecer “fraco” e “inseguro ou menos competente” deve ser um exercício para a construção de uma comunicação humanizada e sem barreiras.

Para a pesquisadora Amy Edmondson, de Harvard, “pessoas em organizações de todos os tipos ficam melhores quando seus líderes são inteligentes, honestos” e se mostram vulneráveis. “Eles estão mais interessados ​​em compreender a realidade do que em estar certos e não têm medo de aceitar que estavam errados. Isso permite que recebam bem as críticas – não porque gostem mais do que o resto de nós, mas porque sabem que é necessário para fazer progresso”, diz.

A professora da Universidade de Harvard sugere algumas dicas para o desenvolvimento da liderança vulnerável:

Começar dizendo sempre a verdade para as pessoas

Saber pedir ajuda diante de desafios

Ter coragem para sair da zona de conforto

Quando cometer um erro, sempre pedir desculpas

Veja como desenvolver a liderança vulnerável na reportagem completa.

Fonte: The Shift

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