Terceira edição da Aceleradora 100+ busca aumentar o uso racional da água ao longo de sua cadeia de produçao para atingir novas metas programadas para 2025

Por Luiz Henrique Mendes

Para fabricar um litrão de Skol, a Ambev precisa de quase 2,5 vezes a medida de água. Em tempos de mudanças climáticas e alterações no regime de chuvas, reduzir o uso de água está na ordem do dia da cervejaria.

Em busca de alternativas para esse e outros desafios ambientais, a Ambev lançou a terceira edição da Aceleradora 100+ para selecionar startups em estágio inicial com projetos que possam ajudar a companhia a atingir suas metas de sustentabilidade.

Até 2025, o objetivo da Ambev é aumentar a eficiência do uso de água nas regiões de estresse hídrico. Nessas áreas, a cervejaria quer produzir um litro da bebida com 2 litros de água. Atualmente, a Ambev precisa de 2,4 litros de água para um litro de cerveja — a média da indústria global é 3,4 litros.

As startups escolhidas para o programa da Aceleradora 100+, que contempla até um mês e meio de imersão — com aulas com executivos da cervejaria e de fundos de investimentos —, poderão testar o modelo de negócios com a ajuda da Ambev.

Não há um número fechado de startups que podem participar do programa — as inscrições vão de 5 a 23 de julho e as escolhidas serão conhecidas em agosto —, mas o objetivo é que as companhias estejam no mesmo estágio de maturidade, entre pré-seed e série A, diz Carolina Pecorari, diretora de sustentabilidade da Ambev.

Nas duas primeiras edições do programa, 39 startups passaram pela aceleradora da Ambev — 21 em 2019 e 18 no ano passado. “Não há uma quantidade definitiva. Priorizamos a qualidade, igual no nosso programa de traine”, afirma.

Alguns frutos da Aceleradora 100+ já apareceram. A startup FNM, que participou da edição de 2019 do programa de aceleração, firmou um acordo com a Ambev em janeiro para fornecer mil veículos elétrico — entre caminhões e vãs — até 2023 para a cervejaria fazer a entrega de bebidas. Ao todo, a Ambev já investiu R$ 10 milhões para viabilizar os programas da Acelaradora 100+.

Para as startups, a participação é uma oportunidade de receber treinamentos em temas como tributação. Um chamariz da terceira edição é a possibilidade de receber treinamento de gestores de fundos de venture capital. Nas primeiras versões, a própria Ambev dava as aulas de como fazer um pitch. “Agora, vão ouvir dos fundos o que eles esperam ouvir num pitch”, enfatiza Pecorari.

Ao final do programa, as startups fazem o pitch num Demo Day — a melhor recebe um prêmio de R$ 100 mil. “É um ganha ganha para todo mundo. Temos a solução que ajuda nos nossos desafios, o meio ambiente ganha e a sociedade ganha”, resume a diretora da Ambev.

A Plataforma Parceiros pela Amazônia (PPA) e o Quintessa, uma aceleradora de negócios de impacto, são parceiros da cervejaria no Aceleradora 100+.

Fonte: SuperHiper

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