Amadurecimento dos empreendedores e oportunidades de liquidez impulsionam criação de fundos focados em negócios digitais

O ecossistema brasileiro de startups está atraindo a entrada de novos players no cenário de Venture Capital (VC). Existem dois fatores principais que incentivam a criação de novos fundos de investimento focados em negócios digitais criados no país.

O primeiro é o amadurecimento dos empreendedores. Com o passar do tempo, estão surgindo mais startups de segunda viagem, cujos fundadores já tiveram experiência anterior no ecossistema. Este aspecto está associado a uma maior chance de retorno financeiro e à preferência dos investidores.

O segundo é o aumento dos exits, que são oportunidades de liquidez aos investimentos de Venture Capital. Em 2020, foram adquiridas 159 startups brasileiras, além de dois IPOs na bolsa (Enjoei e Méliuz). Nos quatro primeiros meses deste ano, já foram 77 aquisições.

Neste contexto, organizações de diferentes segmentos começam a entrar no universo do investimento em startups, por meio de fundos de Corporate Venture (CVC) ou outros formatos. Um exemplo recente é o anúncio de um fundo independente de R$ 300 milhões liderado por Marco Stefanini, CEO e fundador do Grupo Stefanini.

Em entrevista exclusiva, o executivo revela que espera iniciar entre agosto e setembro deste ano as operações. Apesar de não querer focar em algum setor específico, Stefanini afirma priorizar empresas com modelo de negócio B2B.

Marco Stefanini vê com bons olhos a chegada de novos players ao ecossistema de investimento. “São mais opções de capital. As empresas podem ir para o investidor com quem têm maior sinergia”, aponta.

Entre os lançamentos recentes, vale destacar também:

Fundo de R$ 240 milhões do BNDES com foco em soluções de Internet das Coisas.

Fundo de R$ 200 milhões de CVC da Via, para investir em soluções que complementem o ecossistema de varejo da empresa.

Fundo de R$ 1,2 bilhão criado pela XP. O capital não será aplicado diretamente nas startups, mas sim distribuído em outros fundos de VC, promovendo o acesso de novos investidores.

Fundo de R$ 100 milhões do Hospital Albert Einstein que vai investir em startups na área de saúde.

Fundo de R$ 100 milhões de CVC da ArcelorMittal para áreas como indústria, siderurgia e mineração.

Fonte: The Shift

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