Segundo a Câmara Brasil-Israel, setores do agronegócio e de cyber-segurança são as prioridades dos investidores israelenses

Os empreendedores brasileiros estão perdendo oportunidades de buscar financiamento em Israel. Segundo a Câmara Brasil-Israel, há interesse dos investidores israelenses em startups brasileiras, especialmente do agronegócio e de cyber-segurança, setores considerados prioritários por lá.

Segundo Renato Ochman, presidente da entidade, atualmente, o fluxo de negócios é mais intenso de Israel para o Brasil – estima-se que existam cerca de 300 companhias israelenses, a maioria startups, fazendo negócios no país. Porém, há oportunidades de ambos os lados.

“O agronegócio é o setor que vai dar um salto na relação entre os dois países”, afirma Ochman. Israel tem desenvolvido diversas tecnologias na área, como drones colhedores de frutas e sistemas de irrigação subterrânea. “A expertise brasileira no setor é reconhecida”, afirma o dirigente.

Até abril deste ano, o Brasil registra um déficit de quase 80 milhões na balança comercial com Israel. Os negócios entre os dois países somam cerca de 1,5 bilhão de dólares. O país importa, principalmente, adubos, fertilizantes e inseticidas dos israelenses.

Para Ochman, esses números, provavelmente, são bem maiores. “O setor de tecnologia não é muito bem contabilizado na balança comercial”, justifica. Ele ressalta que o trabalho da entidade é independente dos dois governos. “Fazemos quatro ou cinco missões por ano, com os empresários arcando com as despesas. A Câmara viabiliza os contatos.”

Gestora brasileira capta US$ 45 milhões para investir em Israel  

A gestora brasileira Mindset Ventures levantou 52 milhões de dólares para o seu terceiro fundo de investimento, o Fund III, que encerrou a captação no primeiro trimestre.

A empresa de capital de risco é conhecida por sua atuação internacional. Fundada em 2016 por Daniel Ibri e Camila Folkmann, ela reúne investimentos de CEOs e family offices brasileiros que querem começar a investir em negócios promissores dos Estados Unidos e Israel, dois dos maiores polos de startups do planeta.

No total, a gestora espera investir em 20 empresas ao longo dos próximos três anos. Os investidores buscam startups de software que tenham uma operação voltada para o mercado corporativo e estejam nas suas primeiras rodadas de captação. No geral, a gestora aporta cheques de 500.000 a 1,5 milhão de dólares em cada empresa e sempre investe ao lado de fundos locais, que lideram as rodadas.

A grande estrela do portfólio da gestora hoje é a fintech Brex, sediada no Vale do Silício. A empresa foi fundada pelos empreendedores brasileiros Pedro Franceschi e Henrique Dubugras em 2017. Ela ficou conhecida por oferecer cartões de crédito corporativos para outras startups e empresas de inovação e é avaliada em 3 bilhões de dólares.

Agora, os sócios estão de olho em tendências que foram alavancadas pela pandemia e devem crescer em 2021, como softwares para automação e tecnologias que possibilitam trabalho remoto no campo e na cidade. O setor de games, que ultrapassou as indústrias do cinema e do esporte, também está no radar dos investidores.

Fonte: Exame

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