Pesquisa mostra que a maioria das empresas brasileiras não tem uma estratégia definida para inovar

Cerca de 70% das empresas brasileiras entendem a necessidade de inovar e mantêm algum departamento ou comitê dedicado a pesquisa e desenvolvimento — mas apenas um terço delas sabe onde e quanto investir em inovação. É o que mostra um estudo da consultoria Palas, que pesquisou 60 companhias nacionais e multinacionais — metade delas de grande porte — com atuação em várias regiões do país nos setores de construção civil, finanças, energia, saúde, transporte, logística e telecomunicação. Quase dois terços (61,7%) das empresas consultadas são do setor de serviços; 31,3% são indústrias e 5% do comércio.

Daquelas com alguma estrutura de inovação, um terço tem laboratório próprio, pouco menos de um quarto mantém convênio com startups e apenas 17% possuem parceria com universidades. “As empresas que entenderam a importância de inovar passaram a se conectar com o ecossistema de startups. A inovação vem de fora para dentro”, analisa Gilberto Sarfati, da Fundação Getulio Vargas (FGV-SP).

Sarfati explica que a inovação se apoia em três pilares: empresas, universidades e governos. O governo falha ao oferecer um processo de patentes antiquado, em que a morosidade funciona como desestímulo. “Falta incentivo ao desenvolvimento. O governo, em todas as esferas, deveria assumir esse papel, sobretudo para eliminar desigualdades regionais”, aponta.

Já nas empresas brasileiras, não há governança para inovação. “As empresas usam ferramentas que olham para o passado e são mais indicadas para qualidade do que para inovação, que requer pensamento disruptivo”, diz Alexandre Pierro, diretor da Palas. Ou seja: para os dois terços que não sabem aonde querem chegar, qualquer caminho serve.

 

Fonte: Época Negócios

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