Para Pedro Waengertner, CEO da ACE, há oportunidades para empreender em setores como agricultura, banking, educação, healthcare, logística e varejo

Por Fernando Barbosa

Com um crescimento expressivo nos últimos anos, as startups brasileiras já ocupam um lugar relevante no mundo. Prova disso é que o país foi responsável por mais de 50% dos investimentos em empresas de tecnologia na América Latina em 2020, sendo que dos US$ 10 bilhões captados, US$ 6,5 bilhões (65%) foi capital estrangeiro.

A análise foi feita nesta terça-feira (16/3) por Pedro Waengertner, CEO da ACE,  empresa que atua com consultoria em inovação e investimentos em startups, durante painel no South by Southwest (SXSW) 2021. Normalmente, o SXSW é sediado na cidade de Austin, no Texas (EUA), mas acontece de forma digital em 2021 por conta da pandemia de covid-19.

Segundo Waengertner, a capacidade de eficiência das empresas de tecnologia levou o Brasil a ocupar a 5ª posição no mundo em número de unicórnios – as startups com valor de mercado acima de US$ 1 bilhão. São elas: IFood, Nubank, Loggi, Ebanx, Stone, Gympass, Creditas, PagSeguro, VTex, Loft, Wildlife, QuintoAndar, Arco Educação, C6 Bank, MadeiraMadeira e 99.

Esse movimento das companhias de tecnologia ganhou terreno há cerca de 10 anos. Agora, elas colhem os frutos com sucessivas rodadas de investimento e bom grau de maturidade para ganhar escala e atingir milhares de consumidores.

No entanto, como o desenvolvimento econômico no Brasil mais intenso aconteceu apenas nos últimos 25 anos, o executivo acredita que há diversas chances para resolver a ineficiência de serviços no país. “Somos uma nação muito jovem em termos de economia. Isso traz muitos desafios, mas também oportunidades”, disse.

Essas oportunidades, segundo o CEO da ACE, estão colocadas nos segmentos de agricultura, banking, healthcare, logística, educação e varejo. “A maioria dos unicórnios no Brasil resolve grandes gargalos, do comércio à logística. Um terço da população brasileira ainda não tem acesso ao sistema bancário, por exemplo”, pontuou Waengertner. Alguns cases resolveram ineficiências e vêm ganhando terreno, como o Nubank (banco digital) e a 99 (app de transporte privado).

Por isso, muitos fundos de venture capital observam, de perto, o mercado de tecnologia no país. Um deles é o japonês SoftBank, um dos mais importantes do mundo, que injetou capital em empresas como Rappi, Loggi, Gympass e Creditas. “Há grandes oportunidades, muitas startups precisam se modernizar, necessitam de tecnologia e vão buscar a contratação de pessoas capacitadas”, ressaltou Waengertner.

Por fim, o executivo acredita que, com o isolamento social por conta da pandemia do novo coronavírus, o Brasil foi beneficiado pela queda da barreira geográfica, fator que torna as startups brasileiras ainda mais atraentes neste momento.

Fonte: Época Negócios

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