Levantamento mostra que ecossistema de inovação do país teve um primeiro bimestre recorde, com 85 transações

Por Carolina Ingizza

As startups brasileiras começaram 2021 com o pé direito. Nos dois primeiros meses do ano, as empresas de inovação receberam 85 aportes, somando 918 milhões de dólares em investimentos — um quarto do total recebido em 2020. Nesse ritmo, o volume de venture capital investido em startups do Brasil ultrapassará os 3,5 bilhões de dólares acumulados no ano passado até meados de julho. Os dados foram coletados pela startup Distrito, que monitora o mercado de venture capital brasileiro.

Só no mês de fevereiro foram registrados 38 aportes, que somaram 275 milhões de dólares, 77% a mais que no mesmo período do ano passado. Na série histórica, este é o melhor mês de fevereiro para as startups brasileiras da última década. “Os números são reflexo de uma tendência de crescimento do mercado. À medida que as startups amadurecem e desenvolvem suas soluções, a tendência é que as rodadas fiquem maiores”, diz Eduardo Fuentes, analista do Distrito Dataminer.

No primeiro bimestre, as fintechs foram líderes nas rodadas de investimento, movimentando 500 milhões de dólares em 11 aportes. Só o Nubank é responsável por 80% desse valor, já que recebeu um investimento de 400 milhões de dólares em janeiro. Na sequência, aparecem as startups do varejo, com quase 200 milhões recebidos, e as de educação, puxadas pela rodada de 84,5 milhões de dólares da edtech Descomplica.

Em relação a fusões e aquisições, a alta que aconteceu em 2020 se manteve nos dois primeiros meses do ano novo. Em fevereiro, foram 23 fusões e aquisições de startups, contra 21 no mesmo mês do ano passado.

Cresce a relevância do VC

No relatório de fevereiro, o Distrito também aponta que o Brasil tem se aproximado de economias mais desenvolvidas no que tange ao volume de investimentos de venture capital na comparação com o Produto Interno Bruto (PIB) nacional. Enquanto em 2015 os aportes em startups brasileiras representavam cerca de 0,06% do PIB, hoje a proporção já é de 0,32%.

Ainda que o patamar esteja distante dos 2% investidos em mercados mais maduros, como China e Israel, a tendência de alta é vista com bons olhos. Fuentes afirma que, nesse ritmo, é possível que em alguns anos o Brasil chegue a investir 1% do PIB em startups, patamar equivalente ao de países como Índia e Reino Unido.

Fonte: Exame

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