Depois de fundar a empresa de cartão de crédito Trigg, os empresários Marcela Miranda e Guilherme Muller venderam a companhia para seus antigos sócios (Vector, fundo de investimento da financeira Omni) há um ano. Mas isso não significa que eles saíram do mercado de fintechs e startups. Agora, os executivos se dedicam exclusivamente à Seastorm, uma “venture builder”A função da empresa é não só investir, como ajudar a criar e colocar no mercado startups. Em troca, eles ficam com uma participação generosa das novas companhias.

A Seastorm funciona como uma holding, ou seja, uma empresa principal que têm várias outras embaixo de seu guarda-chuva. Essas outras são startups de diferentes ramos, desde serviços de tecnologia da informação (TI) a lojas on-line e jogos.

“O modelo de venture builder é o seguinte: as ideias, os projetos normalmente surgem dentro da própria holding ou pode vir através de um empreendedor, que tem uma ideia e traz para a gente”, explica Marcela Miranda. A partir daí, ela explica que a função da Seastorm é mapear o mercado para entender as necessidades do público-alvo daquele produto ou serviço e ver a melhor forma de desenvolver o projeto até colocá-lo no ar.

A função de “desenvolver o projeto” citada pela executiva é literal. A Seastorm não só entra com aportes financeiros, como disponibiliza serviços que vão desde consultorias e pesquisas até a montagem de equipes, cedendo, inclusive, funcionários da própria Seastorm.

“Ajudamos aquela startup a formar time, às vezes até com os profissionais que já têm dentro da Seastorm. Além disso, compartilhamos recursos, escritórios, troca de experiência”, explica. Ela conta que alguns times, como é o caso do financeiro, conseguem trabalhar com várias startups ao mesmo tempo. Já equipes de áreas que precisam de mais imersão, como é o caso do marketing, por exemplo, pegam “um projeto de cada vez”.

A ideia, segundo Miranda, é “fabricar startups“. É diferente do que acontece com uma aceleradora, por exemplo. “A aceleradora entra muito mais com a consultoria, acesso, contatos, ela pega um percentual pequeno da empresa. Ela te dá o caminho das pedras, mas não é um sócio empreendedor, que vai sentar do lado e tocar junto como fazemos”, afirma.

Fonte: Valor Investe (globo.com)

O post Fundadores da Trigg agora buscam startups para “ajudar a fabricar” apareceu primeiro em OasisLab.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *