Curitiba é um polo promissor para fintechs em nível mundial, junto com cidades como Frankfurt, Manila, nas Filipinas, ou Cairo, no Egito.

É o que aponta o estudo Global Fintech Ecosystem Report 2020, realizado pela Startup Genome, Global Entrepreneurship Network e Crunchbase, nomes conhecidos do cenário de inovação mundial.

A capital paranaense faz parte das 13 cidades listadas no ranking Ecosystems to Watch, onde estão cidades com potencial para desenvolver empresas do tipo fintech.

Entre os pontos fortes de Curitiba, o estudo cita a presença da Ebanx, uma plataforma lançada em 2012 que é usada por empresas como Airbnb e AliExpress para processar pagamentos na América Latina e que recentemente virou um dos poucos unicórnios brasileiros.

Outra empresa citada é a Contabilizei, uma empresa de software de gestão na nuvem que levantou US$ 20 milhões de investidores em 2019, e as startups Juno, de gerenciamento de pagamentos e o exchange de criptomoedas Wuzu.

Outros pontos fortes da cidade são o SmartCity Expo, um evento anual sobre cidades inteligentes que atraiu 6,5 mil pessoas na última edição.

O ecossistema curitibano, no entanto, ainda é pequeno frente à média. As fintechs instaladas em um raio de 100 km da cidade tem um valor total de US$ 2,2 bilhões (mais da metade disso é só o Ebanx), frente a uma média global de US$ 10,5 bilhões por ecossistema analisado.

Na comparação com as outras cidades do estudo, Curitiba levantou menos capital para as suas fintechs em 2020 (US$ 141 milhões, versus uma média global de US$ 431 milhões).

O aporte de capital semente fica em US$ 250 mil, metade da média mundial de US$ 494 mil, mas por outro lado, o salário anual de um engenheiro de software fica em US$ 17 mil, menos da metade da média mundial de US$ 42 mil.

Não aparece no relatório, mas Curitiba tem até um nome inspirado no Vale do Silício: Vale do Pinhão, inspirado na semente da araucária, árvore nativa da região e base para diferentes pratos típicos.

Para Rafael de Tarso Schroeder, professor de Empreendedorismo e Inovação do ISAE Escola de Negócios, acredita que o grande mérito de Curitiba é que ela tem uma boa estrutura educacional e um histórico na área financeira.

“Se a gente analisa a cidade como esse polo, é importante lembrar que Curitiba já tinha esse histórico com o universo bancário, o HSBC tinha sede aqui. Então, já existiam pessoas habilitadas para esse mercado, prontas para inová-lo”, explica Schroeder.

Para Jéssica Machado Bortolato, head de Marketing e Vendas da Juno existem três pontos que colocam Curitiba como esse ecossistema maduro: trabalho em conjunto das fintechs, inovação e incentivos.

“Acredito que dentro desse cenário de maneira geral, um dos grandes diferenciais é que Curitiba está, ano após ano, investindo em soluções complementares, seja em parceria com a Prefeitura, entre empresas ou mesmo outros órgãos como o Sebrae. Sem falar que as fintechs daqui são empresas que se complementam, não existe uma competitividade e sim uma acaba suprindo as necessidades da outra”, acredita Bortolato.

O relatório Global Fintech Ecosystem Report 2020, levou em consideração mais de 270 ecossistemas em 100 diferentes países, e tinha como objetivo classificar os principais centros de inovação para fintechs em todo mundo.

A lista global de ecossistemas fintechs é liderada por locais que tradicionalmente concentram empresas da área, como o Vale do Silício, Nova Iorque, Londres e Singapura.

São Paulo entrou na lista nesse ano, na 16a posição, graças ao aumento de rounds de financiamento acima de US$ 50 milhões e a presença de três unicórnios na cidade.

Fonte: Neofeed

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