Para especialistas da 3M e AWS, as métricas para medir a inovação de nada servem se as empresas não criarem um impacto no mundo

Muito se fala na importância das startups e grandes corporações construírem ideias, projetos e serviços inovadores. Contudo, a inovação pode ser um substantivo abstrato em um mundo tão tecnológico e acelerado. Afinal, como uma empresa se certifica de que produziu, de fato, uma inovação? Acima de tudo, essa como medir essa inovação?

Alguns indicadores, como KPIs, ROI, outras métricas de satisfação do cliente e rankings externos podem dar uma pista de entendimento sobre as inovações produzidas. Mas de que forma as diferentes empresas entendem que produziram uma inovação, e como esta percepção tem mudado ao longo do tempo?

Para especialistas, métricas precisam gerar impacto 

O conceito geral de inovação nunca muda, mesmo com as mudanças do mundo. O que muda, neste caso, é a busca pela criação de valores para seres humanos e o impacto positivo que pode ser gerado.

Para Luiz Serafim, Head de Marketing, E-commerce e Insights da 3M do Brasil, é imprescindível que empresas procurem medir a inovação, caso contrário seus esforços não se sustentarão ao longo do tempo.

Ele explica que a 3M mede suas inovações através de uma lista de fatores: porcentagem de vendas e margem gerados por novas soluções; reconhecimentos externos; resultados de novos modelos de go-to-market; KPIs de benefícios da transformação digital; engajamento dos colaboradores; número de patentes; reduções de impacto ambiental, entre outros. “As principais métricas devem se conectar com o mundo externo, relacionadas ao impacto positivo aos clientes e à sociedade”, comenta ao Whow!. E acrescenta:

“Não é necessário criar fórmulas mirabolantes de medição universal, mas cada organização que se engaja na transformação inovadora precisa definir mapas e prioridades, e assim definir quando abrirá o champagne de celebração de cada meta conquistada.”

Luiz Serafim, Head de Marketing, eCommerce e Insights da 3M do Brasil

De acordo com Fred Santoro, head de Startups da Amazon Web Services, mais do que possível, é recomendável medir inovação, tanto em grandes corporações quanto em startups. “Destaco o ROII (Return on Innovation Investment), que compara os ganhos obtidos com os investimentos realizados em todos os projetos de inovação da empresa de maneira recorrente. Para usá-lo, é importante que se tenham definidos os principais objetivos do investimento em inovação – e eles são diversos –, como atingir novos mercados ou clientes, ganhar eficiência operacional, reduzir custos ou desenvolver novos modelos de negócio, entre outros”, descreve.

O executivo também que desta a importância do engajamento de todas as áreas e lideranças da empresa no processo de investimento em inovação, para não existir burocracia e aumentar a velocidade das entregas. “A própria AWS nasceu dentro da Amazon num processo semelhante, de intra-empreendedorismo”, lembra.

Inovar é criar valor

Para Luiz, a 3M inova quando busca trazer novo produtos, serviços e processos para dentro de seu modelo organizacional. Quando essas novidades são percebidas pelo público como superior às alternativas similares, com positivação nas vendas, satisfação e engajamento, é compreendido que o objetivo de inovar foi instituído.

Por outro lado, ele explica que os contextos por trás da inovação evoluem, e a forma de trazer essas novidades precisa ser elástica, seguindo adaptações mandatórias às transformações da sociedade. Por exemplo, neste momento, precisam estar centradas no ser humano e menos empurradas pela tecnologia, mais abertas e conectadas com o ecossistema e alinhadas com os objetivos de desenvolvimento sustentável. “Só será inovação se criar valor percebido e gerar impacto positivo”, diz o executivo da empresa centenária.

Na AWS, o foco está em solucionar dores dos clientes. “É importante destacar, em primeiro lugar, que a AWS é uma companhia obcecada pelo cliente. Dessa maneira, tudo o que fazemos começa com eles, em um trabalho que chamamos de “working backwards”, no qual identificamos suas principais necessidades e atuamos de forma reversa para inovar a partir delas”, comenta o head de Startups na companhia global.

Fonte: Whow

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